Um excelente anfitrião tem que estar consciente de que seu cãozinho tão fofo pode não ser unanimidade entre amigos e familiares que freqüentam a residência. Nesse caso, pra evitar o encontro (quase sempre desastroso) entre uma convidada de vestido fino e meia-calça e um totó ouriçado pulando na sua perna, mantenha os pets presos sempre que as visitas estiverem na residência. “Não é certo atribuir a presença do cachorro a todos”, ensina a consultora de moda e etiqueta Gloria Kalil.
A regrinha vale até para os visitantes que juram não se incomodar com a presença do animal. “O proprietário não deve causar desconforto aos convidados”, diz a consultora Celia Ribeiro, autora do livro Etiqueta no Século XXI, com um episódio dedicado a donos de bichos. Manter o cão confinado impossibilita que ele peça comida à mesa do jantar ou que roube a carne do prato de uma pessoa.
Mas o cachorro precisa estar acostumado a continuar sozinho. “Caso contrário, ele poderá se perceber abandonado, latir e causar um desconforto ainda maior”, completa o adestrador Dennis Martin. Antes de sair por aí com seu cão a tiracolo, tenha certeza absoluta de que ele é bem-educado. Por sensacional educação entende-se: não latir, não rosnar, não pular nas pessoas, não alinhar encrenca com outros cachorros e não cheirar mal, para ficar no essencial.
Locais por onde circula muita gente exigem cães socializados. “Alguns estranham o local, o barulho e o excedente de pessoas e são capazes de permanecer agitados”, explica o veterinário Mauro Lantzman. Vários shoppings permitem a presença de cães de pequeno e de médio porte em tuas instalações. É sendo assim no Iguatemi, no Frei Caneca, no Villa-Lobos e no Higienópolis, o paraíso dos totós.
Os dois últimos mantêm sua equipe de limpeza de prontidão para recolher cada sujeira à visibilidade. “Para impossibilitar incidentes, coloco absorvente e calcinha feminina pela fêmea”, conta a dona-de-residência Vera Gerusa de Faria, que circulava com teu casal de yorkshires pelo Villa-Lobos no último domingo. A secretária Lêo Canônico, moradora de Higienópolis, sai 3 vezes por dia com Dolly Maria, sua akita.
Vai duas vezes por semana ao shopping. “Ela é o ar que eu respiro”, diz Lêo, que não fica constrangida quando entra numa loja e tua cadela de 40 quilos se deita pelo caminho. Assim mesmo, toda espaçosa, como mostra a imagem abaixo. E, por favor, nada de dividir a praça de alimentação com o cão. Para não infringir as leis estadual e municipal que proíbem a entrada de bichos em bares e restaurantes, a maioria dos estabelecimentos tolera a presença deles só pela calçada ou em ambientes abertos. Nos poucos em que eles são bem-vindos no salão, caso do Farfalla, no Jardim Paulista, o dono tem de redobrar os cuidados.
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“O animal deve vir almoçado, pra depois não almejar participar da refeição”, confessa a proprietária Alice Maria Dutra. Mesmo que a residência permita que o bichinho se sente à mesa, prefira deixá-lo no chão, amarrado à cadeira na guia. “Venho nesse lugar quase todo fim de semana com os meus cachorros Cristal e Apollo”, conta a jornalista Priscilla Merlino.
“A cidade precisava ter mais restaurantes como esse, onde os cães são tratados como compradores.” O chef Alessandro Segato, do italiano Passaparola, na Vila Nova Conceição, até desenvolveu um cardápio pros bichos. O que tem para eles no menu? Ossobuco com tutano e arroz selvagem (19,noventa reais) e ragu de cordeiro com legumes (23,80 reais), além de outros mais. O melhor comparsa do dono poderá ser também um dos piores oponentes dos vizinhos. Sim, queixas sobre isso cachorros estão entre as 5 reclamações mais freqüentes de moradores de condomínios. “Em todo prédio que eu visito, de todas as classes sociais, há ao menos alguém que tem dificuldades com cães”, reitera o advogado Marcio Rachkorsky.
Especialista em correto imobiliário, ele arbitra conflitos em por volta de 250 condomínios da capital. Barulho provocado por latidos, sujeira e mau cheiro nas áreas comuns e no elevador são, nesta ordem, os principais motivos de guerras. Como não há lei específica pra essas ocorrências, o que vale é o fundamento de cada edifício. O cão vai permanecer muito tempo sozinho no apartamento? Para impedir latidos indesejáveis horas a fio, não o prenda pela varanda.